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Calendário de vacinas do bebê de 0 a 24 mesesTempo estimado de leitura: 5 minutos

Oi flor do dia, tudo bem com você?

Você sabia que, durante o primeiro ano de vida, o bebê vai tomar mais vacinas do que ao longo de toda a vida? Elas começam logo após o nascimento, ainda na maternidade, e se estendem até os 14 anos de idade.

Continue a leitura para conferir mais sobre a importância de respeitar o calendário de vacinas do bebê.

Importância da vacina

Antes de falar propriamente sobre quais são as vacinas, acho importante explicar por que as vacinas são tão necessárias. A vacinação tem eficácia comprovada, prevenindo doenças e em alguns casos erradicando-as, como é o caso da poliomielite, que não existe no Brasil desde o início dos anos 90, graças às políticas de prevenção que incluem a vacina.

As vacinas servem para estimular o sistema imunológico. Ao serem aplicadas, elas fazem com que o sistema imunológico detecte a substância da vacina e produza anticorpos que defendem o organismo. Os anticorpos permanecem no corpo e deixando-o imune a doenças causadas por vírus e bactérias.

Mesmo diante de toda a importância da vacina, a baixa cobertura vacinal tem sido uma realidade no Brasil nos últimos anos. Isso é resultado de uma mistura entre pensar vacina como uma questão de proteção pessoal e falta de confiança na segurança e eficiência das vacinas.

Primeiro precisamos entender que a vacina protege não somente o indivíduo, mas a população como um todo. Isto ocorre porque indivíduos vacinados e protegidos impedem que indivíduos não vacinados e não protegidos entrem em contato com o agente infeccioso e adoeçam. Este efeito, que chamamos de imunidade ou proteção de rebanho, beneficia, por exemplo, indivíduos que não puderam se vacinar por possuírem algum tipo de contraindicação à vacina.

Com relação à segurança das vacinas, é importante saber que para uma vacina ser aprovada e liberada para população, ela passa por diversos processos que garantem a sua segurança.

As fases de desenvolvimento de uma vacina são:

  1. Fase exploratória ou laboratorial: fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  2. Fase pré-clínica: após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos nos experimentos da primeira etapa.
  3. Fase clínica: é a testagem do produto em seres humanos. Esta fase do processo se divide em três:
    • Fase I – é o primeiro estudo a ser realizado em seres humanos e tem por objetivo principal demonstrar a segurança da vacina.
    • Fase II – tem por objetivo estabelecer a sua imunogenicidade, ou seja, se ela é eficaz em provocar uma resposta imune.
    • Fase III – é a última fase de estudo antes da obtenção do registro sanitário e tem por objetivo demonstrar a sua eficácia, ou seja, o quanto ela é capaz de proteger a população da doença para a qual foi desenvolvida.

 Apenas após a finalização do estudo de fase III e obtenção do registro sanitário é que a nova vacina poderá ser disponibilizada para a população e, mesmo depois da aprovação, a nova vacina continua sendo monitorada em busca de eventuais reações adversas.

É por isso que precisamos nos vacinar SIM!

Todo recém-nascido deve ter sua própria cartilha de vacinação, controlada pelos pais. No Brasil, as vacinas incluídas no calendário do Ministério da Saúde são gratuitas e ministradas em postos de saúde.

Calendário de vacinas do bebê de 0 a 24 meses

Veja abaixo as vacinas que as crianças devem tomar nos primeiros 2 anos de idade, quais são oferecidas pelo SUS e quais precisamos fazer particular. Nesse outro post eu explico a diferença entre as vacinas oferecidas no SUS e nas clínicas particular e quando compensa pagar pela vacina particular e quanto custa. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR

1- o uso da vacina DTPa é preferível ao da DTPw, pois os eventos adversos associados com sua administração são menos frequentes e intensos.

2- No SUS, a menACWY é disponibilizada apenas para crianças entre 11 e 12 anos. 
3- No SUS a vacina da Hepatite B foi incorporada na vacina pentavalente no calendário aos 2, 4 e 6 meses de vida. Dessa forma, os lactentes que fazem uso desta vacina recebem quatro doses da vacina Hepatite B. Aqueles que forem vacinados em clínicas particulares podem manter o esquema de três doses, primeira ao nascimento e segunda e terceira dose aos 2 e 6 meses de idade.

Vacinas sazonais

Além das vacinas obrigatórias que vimos acima, há as vacinas sazonais. A principal é a da gripe, que deve ser tomada pela primeira vez aos seis meses de idade. Depois, a criança deve ser vacinada anualmente até completar cinco anos. A campanha de vacinação contra a gripe ocorre no outono, geralmente entre os meses de maio e junho.

Dica importante: antes da criança receber a vacina da gripe ou dengue, é necessário provar o ovo na alimentação para verificar se não tem alergia, pois a vacina da gripe, como da dengue, tem a proteína do ovo em sua base.

Até jaja!

REFERÊNCIAS

Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao#crianca. Acesso em: 01/02/2021.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de Vacinação da SBP 2020. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22268g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2020.pdf . Acesso em: 01/02/2021.

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