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Fase oral do bebê: tudo o que você precisa saberTempo estimado de leitura: 6 minutos

A fase oral é marcada pelo primeiro contato do bebê com o mundo exterior, que é através da amamentação. É em contato com o seio da mãe que o bebê vai se alimentar, se saciar, sentir conforto e prazer. Por isso, não podemos estranhar que ele queira explorar e conhecer os objetos por meio da boca. Primeiro, as mãos, os pés e depois tudo que eles segurem. Assim, eles experimentam sensações, gostos, texturas e até mesmo quente e frio.

Mas, apesar de natural, se a fase oral demorar a passar, pode gerar problemas fisiológicos, estéticos, emocionais e até de convivência em sociedade.

Entenda mais sobre a fase oral, suas principais características e importância para o desenvolvimento do bebê e também quando ela passa a ser um problema!

O que é a fase oral do bebê?

fase oral
Imagem: Canva

Por volta dos três ou quatro meses de idade, o bebê passará a colocar tudo na boca: as mãozinhas, os brinquedos, os acessórios que o cuidador estiver usando etc. De acordo com a psicanálise, a sensação no aleitamento materno é tão prazerosa que o bebê busca outras formas de conseguir prazer, como levar objetos, mãos e dedos à boca.

Durante essa etapa da vida, não são apenas mordedores, chupetas e polegares que vão parar na boca do pequeno, mas também, o controle remoto, a penugem do tapete, pedaços de comida caída no chão e qualquer outro objeto em seu caminho.

A fase oral do bebê pode deixar os pais preocupados com sujeira ou riscos de engolimento. Deve-se prestar atenção, mas também é preciso entender que esses hábitos fazem parte do desenvolvimento.

Quando essa fase começa e termina

Antes mesmo de o bebê. nascer, já é possível vê-lo com o polegar na boca através do ultrassom. Após o nascimento, a fase oral continua a se desenvolver e, por volta de 3 a 5 meses, ele começa a descobrir o ambiente à sua volta. Nessa etapa, o bebê estende as mãozinhas para pegar os objetos e, ao conseguir segurá-los, os leva direto à boca.

Durante o surgimento dos primeiros dentinhos, as gengivas costumam inflamar todo o tempo, causando dor e coceira na região. Isso faz com que o período de dentição coincida com a fase oral, já que seu bebê sente a necessidade de aliviar o incômodo ao morder as coisas ao redor.

À medida que o bebê cresce, suas habilidades motoras se aprimoram e ele passa a explorar mais o mundo a partir do tato. Assim, a fase oral, geralmente, termina por volta dos 18 meses, embora algumas crianças persistam com esse hábito por mais um tempo. Por essa razão, é importante ter paciência durante esse processo, já que cada criança tem o seu próprio tempo.

Leia também: Saltos de desenvolvimento: o que são e 4 dicas de como lidar?

Fase oral tardia

Quando a fase oral demora a passar e o bebê não deixa de chupar o dedo, a chupeta ou a mamadeira, pode provocar alterações de fala, atraso do desenvolvimento e amadurecimento da mastigação de deglutição e de posição dos lábios, causando respiração oral ou mista. 

Também pode causar problemas na aceitação de determinados alimentos. Se isso ocorrer, é preciso auxílio de psicólogo, fonoaudiólogo, dentista e nutricionista. Os profissionais de saúde poderão diagnosticar as causas desse comportamento, trabalhar para eliminá-lo e tratar as consequências.

Além disso, essas crianças geralmente são superprotegidas pelos pais e tratadas de maneira infantilizada. Nesses casos, elas podem ter o desenvolvimento infantil prejudicado, já que entrarão imaturas nas próximas etapas da infância.

Nesses casos, o acompanhamento psicológico é necessário para que essa fase seja superada sem traumas e/ou prejuízos ao seu desenvolvimento.

Cuidados na fase oral do bebê

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Imagem: Canva

Como a fase oral é natural, os pais não devem ser radicais e impedir que o bebê experimente o mundo pela boca. Como eu falei, essa fase é importante para o desenvolvimento do bebê, mas é claro que alguns cuidados precisam tomados para garantir a segurança do seu bebê durante essa fase:

Objetos pequenos

Você já deve ter reparado em algum momento seu filho expulsar rapidamente alguma papinha ou outro alimento com sabor e textura que ele não conhecia ou que não gostou. Isso acontece porque ele tem o chamado “reflexo de GAG”, o que faz com que seus movimentos para cuspir ou vomitar sejam bem fortes.

Esse mecanismo “anti engasgo” ajuda a expulsar objetos com tamanhos maiores que os limites dentro da boca do pequeno. Apesar de contribuir para a segurança do bebê, é óbvio que não podemos contar apenas com esse reflexo para evitar riscos de sufocamento em sua fase oral.

Sendo assim, certifique-se de que os brinquedos do bebê são seguros e não contém peças pequenas que possam ser engolidas. Faça uma inspeção pela casa e remova qualquer objeto que possa ser perigoso. 

Contaminação microorganismos

O contato com microorganismos externos ajuda a deixar o sistema imunológico do bebê mais forte. Além disso, se ele estiver com todas as vacinas em dia, dificilmente ele vai adoecer apenas por colocar na boca objetos que pegou no chão com um pouco de poeira. O que causa doenças é o contato com vírus e bactérias presentes em objetos que foram manuseados por outras pessoas contaminadas.

Porém, isso não quer dizer que seu bebê deva colocar qualquer coisa que encontrar na boca, pois pode haver o risco de contaminação. O melhor é buscar sempre manter a higiene frequente no ambiente e nos brinquedos para controlar o risco de infecção.

Produtos perigosos

Como é de se esperar, bebês não têm noção do que é ou não perigoso. Tudo o que está no caminho parece algo interessante e que merece ser explorado com a boca. Por esse motivo, também é fundamental deixar fora do alcance produtos de limpeza, medicamentos, esmalte, bebidas alcoólicas e outros que sejam potencialmente venenosos.

Tomando os devidos cuidados, é possível proteger seu bebê durante a fase oral e passar por ela sem nenhum problema. É preciso ter um pouco de paciência, pois leva um tempo para o seu pequeno aprender o que pode e o que não pode ser levado à boca.

De mãe em mãe, construiremos um novo maternar!

seletividade fase oral

Referências

Barreto, RA. Sobre psicanálise, oralidade e odontologia. Estud. psicanal.,  Belo Horizonte ,  n. 38, p. 135-139, dez.  2012.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia de saúde oral materno-infantil. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Guia-de-Saude_Oral-Materno-Infantil.pdf. Acesso em: maio de 2022. 

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