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Dieta para crianças: como ajudar seu filho a emagrecer sem traumasTempo estimado de leitura: 5 minutos

Como ajudar meu filho a emagrecer? Essa é uma questão presente em vários lares brasileiros e existem muitas coisas que podemos mudar em casa para ajudar na prevenção, inclusive relacionadas à dieta para crianças.

Dieta para crianças

Sabemos que existem questões metabólicas e genéticas que contribuem para o excesso de peso. No entanto, o que mais conta é o ambiente em que a criança ou adolescente está inserido. Existem diversas formas de melhorar essa realidade, e não necessariamente incluem milagres, dietas malucas ou regras complexas a serem seguidas. O que mais importa é mudança de hábitos!

Portanto, antes de perguntar “como ajudar meu filho a emagrecer?”, buscando uma resposta simples e rápida para isso, que tal fazer uma análise um pouquinho mais elaborada? Faça essas perguntas:

  • Será que ele precisa mesmo emagrecer ou sou eu que tenho essa queixa?
  • Como está a rotina de vida: ele dorme bem? Tem horários regulares para comer e brincar/estudar?
  • Quais são os ambientes em que seu filho é exposto à comida?
  • Geralmente, a própria casa, a casa de familiares e amigos e a escola são os lugares que ele mais frequenta, certo?
  • Como é a qualidade da comida nesses lugares?
  • Existe grande oferta de alimentos frescos à disposição dele (frutas, legumes, verduras, grãos, etc.)?
  • Ele consegue comer comida caseira em pelo menos uma refeição ao dia?
  • É incentivado a beber água, ou fica refém de bebidas doces na maior parte do tempo?

Outra coisa importante a ser considerada:

As pessoas com as quais seu filho mais convive (incluindo os próprios pais, claro!) têm uma boa relação com o próprio corpo? Ou estão sempre de dieta?

Vivem subindo na balança e reclamando que “estão gordos”?

Esses questionamentos são importantes porque a infância é um momento importante na construção da relação eu seu filho vai ter com o corpo dele e com a alimentação, e conduzir essa fase de uma maneira hostil pode prejudicar essa relação e trazer algumas consequências no futuro que incluem, inclusive, ganho de peso e transtornos alimentares e distúrbios na percepção da imagem corporal.

Mas depois de refletirmos sobre todos esses pontos, vamos às dicas práticas. Como ajudar meu filho a emagrecer?

Primeira dica: sem dieta!

Uma das coisas mais importantes que os pais têm que ter em mente é que crianças e adolescentes estão em fase de desenvolvimento. O foco aqui não é eliminar quilos, mas tentar manter o peso e aproveitar o crescimento para chegar a um peso saudável de forma natural.

Dieta para crianças que sejam restritivas são agressivas para o corpo, ainda mais nessa etapa da vida, porque elas podem interferir no centro do apetite do seu filho, fazendo com que ele sinta ainda mais fome. A privação de comida também pode alterar o metabolismo, deixando mais lento, e, como falei, estimular uma relação ruim com a comida, carregada de culpa e de sentimentos negativos ao comer.

Segunda dica: comportamento

Finalmente vamos ao que funciona de fato, tanto para diminuir quanto para prevenir o excesso de peso – alimentação de qualidade combinada a bons comportamentos diante da mesa.

As diretrizes da Academia Americana de Pediatria recomendam a prevenção conjunta da obesidade e de transtornos alimentares, tirando o foco do peso e incentivando um estilo de vida mais saudável como um todo.

Abaixo listo as principais recomendações da diretriz:

  • Desencorajar dieta para crianças, pular refeições ou remédios. Incentivar uma alimentação saudável e atividade física que pode ser mantida no longo prazo. Procurar um estilo de vida e hábitos saudáveis em vez de focar no peso.
  • Promover uma imagem corporal positiva. Não encorajar insatisfação com o corpo ou usar essa insatisfação como uma razão para fazer dieta.
  • Procurar ter mais refeições em família.
  • Incentivar as famílias a não falar sobre o peso, mas a falar de alimentação saudável e de ser ativo para se manter saudável. Facilitar alimentação saudável e atividade física em casa.
  • Informar-se sobre uma possível história de bullying e intimidação em adolescentes com sobrepeso e obesidade e abordar a questão em família.

Terceira dica: respeite a fome do seu filho

Os pais têm o papel de oferecer comida de qualidade, mas não de ditar quantidade. Seu filho sabe o tamanho da fome dele. Confie. Isso será importante para que ele escute seus sinais de fome e saciedade.

Quarta dica: deixe alimentos naturais mais disponíveis

Não foque em proibições, nem reforce a ideia de que existem alimentos “proibidos” ou que “fazem mal”. Mude a estratégia: deixe mais alimentos naturais à disposição do seu filho. Lote menos o armário de pacotinhos e produtos muito processados pela indústria. Ajude-o a ter um paladar acostumado com coisas mais naturais. Veja algumas opções de lanches CLIQUE AQUI.

Quinta dica: procure ajuda profissional

Procure um nutricionista e também ajuda psicológica que tenha experiência no atendimento de crianças. Criança e adolescente obeso não é preguiçoso e um profissional experiente vai te ajudar a entender a real necessidade dessa perda de peso e conduzir da melhor maneira para sua família, inclusive com relação à dieta para crianças.

Espero que essas dicas tenham te ajudado!

De mãe em mãe, construiremos um novo maternar!

Referências

Golden NH, Schneider M, Wood C; COMMITTEE ON NUTRITION; COMMITTEE ON ADOLESCENCE; SECTION ON OBESITY. Preventing Obesity and Eating Disorders in Adolescents. Pediatrics. 2016;138(3):e20161649. doi:10.1542/peds.2016-1649

Jørgensen RM, Bruun JM, Kremke B, Bahnsen RF, Nielsen BW, Vestergaard ET. Sustainable weight loss over three years in children with obesity: a pragmatic family-centered lifestyle intervention. Eat Weight Disord. 2021;26(2):537-545. doi:10.1007/s40519-020-00887-7

Zolotarjova J, Ten Velde G, Vreugdenhil ACE. Effects of multidisciplinary interventions on weight loss and health outcomes in children and adolescents with morbid obesity. Obes Rev. 2018;19(7):931-946. doi:10.1111/obr.12680

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