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4 dicas sustentáveis para o cuidado com as criançasTempo estimado de leitura: 8 minutos

A cada dia que passa fica cada vez mais difícil não pensar no futuro do planeta e em dicas sustentáveis para a nossa vida, que inclui a maternidade. Afinal, nossos filhos farão parte do mundo que estamos (des)construindo agora. 

Eu acho complicado reduzir a sustentabilidade na maternidade simplesmente a voltar ao passado e deixar de utilizar coisas que facilitam nossa vida. Não estamos mais na época das nossas avós. O papel da mulher na sociedade mudou e a praticidade para muitas coisas do dia a dia são importantes para conseguirmos conquistar, cada vez mais, mais espaço no mundo. 

Por isso, trago -e reflito- sobre 4 escolhas sustentáveis no cuidado da criança, e que sejam factíveis dentro de uma realidade de mãe que trabalha, estuda e tem vida social além do papel de mãe. 

Dicas sustentáveis

1- Produtos de higiene “verdes”

Tanto para a saúde do bebê quanto para a saúde do planeta, é bacana dar preferência para o uso de produtos de higiene com ingredientes naturais e orgânicos. Pouca gente pensa nisso, mas os resíduos dos produtos que utilizamos, como espuma do sabão, resíduos de cremes e loções, poluem as águas e são difíceis de serem tratados, o que pode comprometer a vida marinha. Além disso, a quantidade de embalagens plásticas que utilizamos é considerável, então é importante buscar marcas que pensam nesse impacto e utilizam embalagens biodegradáveis ou tem algum programa de logística reversa, e utilizam ingredientes naturais, que não poluem o meio ambiente. 

Hoje em dia existem muitas marcas específicas de produtos “verdes”, mas muitas marcas tradicionais de produtos de higiene para bebês, também têm investido em uma composição cada vez mais natural. 

Posso fazer um post aqui contando melhor quais são essas marcas, quais produtos eu usei e aprovei. Vocês querem? Se sim, deixa aqui nos comentários!

2- Fraldas reutilizáveis 

Uma criança gasta, em média, 5670 fraldas descartáveis até os 2 anos de idade. É muito claro na nossa cabeça o impacto que o descarte dessas fraldas causa depois de sua utilização: são de plástico, material não orgânico e, portanto, demora anos para se decompor na natureza, e não podem ser recicladas. Então é um problemão. 

Mas, para além do descarte da fralda depois da sua utilização, o que pouca gente pensa é no impacto que elas causam para serem fabricadas: o uso de água, energia, e produtos químicos e não sustentáveis e o deflorestamento são alguns dos pontos que pouco sabemos mas que também impactam muito no uso de recursos naturais do planeta. Ou seja, a fralda já polui antes mesmo de sair do pacote!

E aí tem surgido, cada vez mais, alternativas mais sustentáveis, desde fabricação até descarte, para a utilização de fraldas, e quero refletir um pouco sobre isso. 

A alternativa mais óbvia para mim seria a de fraldas descartáveis biodegradáveis, fabricadas com material orgânico. Elas já existem, mas são absurdamente caras, difíceis de encontrar, enfim, fora da realidade da grande maioria das pessoas. Além do que, pensar em descarte biodegradável envolve outros aspectos: será que basta jogar no lixo? Quão saturados estão nossos aterros sanitários? O saco de lixo que você utiliza é biodegradável também? Porque não adianta jogar a fralda, que pode se decompor, dentro de um saco que não vai se decompor, e jogar em um aterro que não tem mais espaço para as bactérias fazerem ali seu trabalho de decomposição. 

Enfim, trago essa reflexão para que a gente deixe de se sentir mais culpada, individualmente, porque não consegue comprar a fralda ecologicamente correta, porque para ela ser ecologicamente correta tem muitos outros fatores que fogem do nosso controle como indivíduos. É necessária uma mobilização coletiva mais enfática para pensar no produto desde a produção até o estágio final, que não é no lixo da sua casa. 

E aí, vamos para a segunda alternativa, que tem ficado mais popular ultimamente: as fraldas reutilizáveis. 

Hoje em dia existem algumas marcas no mercado, umas maiores, outras menores com produção independente, que oferecem fraldas reutilizáveis muito melhores do que as de antigamente: com sistema de absorção, botão para fechar, elástico, me parece promissor. 

Mas eu, na minha rotina, não tinha a menor condição de incluir a demanda: lavar fralda suja de cocô. Simplesmente não cabe no meu dia. Não por frescura, mas porque pra eu ter tempo de deixar de molho e lavar, eu precisaria deixar de lado alguma outra coisa importante para mim, enquanto mulher, profissional ou tempo com meus filhos. Não rolou, mas eu conheço mães que criaram toda uma rotina em que isso funcionou. 

Mas, como para tudo eu trago uma reflexão, precisamos ter em mente que o simples fato de trocar a fralda descartável por fralda de pano não nos torna mais sustentável imediatamente. Veja, utilizaremos água para lavar essas fraldas, sabão, se for lavar com água quente ou na máquina, energia elétrica. Ou seja: difícil ser 100% sustentável e ecologicamente correto. 

É fato que a utilização de fralda reutilizável ou descartável biodegradável, comparada à fralda descartável comum, é mais sustentável, mas é bacana ter em vista esses outros fatores antes de tomar a decisão. 

Por que eu trouxe essa discussão para cá? Para que, se você, por qualquer motivo, não tenha conseguido utilizar uma alternativa à fralda descartável, não se sinta mal por isso. E também para quem utiliza, também prestar atenção a esses outros fatores. 

3- Reutilizar

No momento que vimos o positivo no teste, automaticamente já começamos a pensar nos lookinhos que vamos formar, né? Eu sei, é inevitável. Mas roupa de bebê é uma coisa que perde muuuito rápido, eu já falei aqui no post de enxoval que eu não recomendo comprar, quando o bebê é muito pequeno, lookinhos muito elaborados e especiais porque perde. 

E roupa é uma daquelas coisas que também ninguém fala, mas a produção tem um impacto ambiental alto. Utilização de água e energia pela indústria, mão de obra mal remunerada, tecido sintético, algodão com agroquímico… a lista é enorme. 

Por isso, se você tem vontade de praticar uma maternidade mais sustentável, o enxoval é um ótimo lugar para começar: não tenha vergonha de receber aquelas roupinhas de bebês de amigas ou familiares, ou de guardar a roupa do mais velho para o mais novo. Roupa polui e precisamos começar a pensar mais nisso. Compre somente o que for realmente necessário e também repasse para outras pessoas as que não servem mais no seu filho e estão em bom estado. Utilize peças usadas, já tem muita roupa no mundo, de criança inclusive.

Existem algumas assinaturas de roupa para bebê, por ciclo: a empresa envia para sua casa um enxoval de um tamanho e, quando não servir mais, você devolve e eles enviam de um tamanho maior. Pode ser uma alternativa bem interessante também para um enxoval minimalista. 

Essa dica de reutilizar vale também para móveis: você pode comprar uma cadeira de amamentação que combina com a decoração da sua sala, assim, quando deixar de utilizar para o bebe, você tem onde reutilizar esse móvel. Se você puder, quando for montar o quartinho, escolha um guarda-roupas ou invés de cômoda, porque você conseguirá utilizar mesmo depois que a criança crescer. Tem gente também que não compra berço e faz cama montessoriana desde bebê, é uma alternativa para evitar a troca de móvel também! 

Todas essas são dicas para reduzir seu consumo. Entendo o impulso, principalmente no primeiro filho, de comprar tudo novo e fazer um quartinho com tudo e mais um pouco, mas precisamos sempre lembrar que bebê cresce – e rápido – e muitas dessas coisas você precisará trocar em breve! 

4- Não queira ser perfeita

Não existem manuais de instruções e respostas corretas quando falamos de maternidade sustentável. Existem hábitos que parecem mais óbvios de adotar, mas nem sempre essas práticas se adaptam à nossa realidade. 

Podem haver dias em que não conseguir ser uma mãe mais sustentável? Vai! Não tem possibilidade de comprar fraldas de pano ou biodegradáveis? Tudo bem. 

O importante é que insira outros hábitos mais conscientes e ensine seus filhos a cuidar do planeta e o impacto das nossas ações para a saúde dele, e continue a aprender como consumir conscientemente e com menos desperdício.

Me conta, qual prática mais sustentável você aplicou na sua maternidade? E se você não utiliza nenhuma, conta aqui também, é importante. Esse é um espaço de trocas e acolhimento!

Me acompanhe também no Instagram  @gibelarmino_ para mais dicas.

De mãe em mãe, construiremos um novo maternar!

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