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O que é meningite: saiba tudo sobre essa doença!Tempo estimado de leitura: 8 minutos

Você sabe o que é meningite? É uma doença caracterizada pela inflamação das meninges, que são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e causa febre e fortes dores de cabeça, dentre outros sintomas.

No Brasil, entre 2013 e 2021, foram registrados mais de 13 mil casos de meningite, segundo dados do Ministério da Saúde.

Além disso, a partir da pandemia e isolamento social, 50% dos pais brasileiros deixaram de vacinar seus filhos contra a meningite, que é a medida mais eficaz para evitar a doença, de acordo com pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIM.

Diante deste cenário, preparei esse conteúdo para te explicar o que é meningite, quais os sintomas, diagnóstico, tratamento e, mais importante, prevenção. Confira! 

O que é meningite?

O que é meningite
Imagem: Stephane Noiret on Canva

A meningite é a inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, que são chamadas de meninges. 

Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. 

A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

Apesar de ser habitualmente causada por microrganismos, a meningite também pode ter origem em processos inflamatórios, como câncer, lúpus, reação a algumas drogas, traumatismo craniano e cirurgias cerebrais.

As meningites mais comuns são as causadas por vírus. Já as causadas pelas bactérias costumam ser mais severas. Então, para não deixar esse texto muito longo, vou focar nelas a partir daqui. 

Como a Meningite  é transmitida?  

Em geral, a transmissão é de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta, mas cada tipo de meningite tem uma particularidade de transmissão. 

Meningite Bacteriana

Geralmente, as bactérias que causam meningite bacteriana se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. 

É importante saber que algumas pessoas podem transportar essas bactérias sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhá-las para outras pessoas.

As principais bactérias que causam a meningite são: 

  • Meningococo (Neisseria meningitidis): De evolução rápida, mata um a cada cinco infectados ou, quando atinge a corrente sanguínea (meningococcemia), sete a cada dez. Os tipos A, B, C, W e Y são os mais comuns no mundo.
  • Pneumococo (Streptococcus pneumoniae): Agente infeccioso responsável por 15% das mortes de crianças menores de 5 anos
  • Haemophillus Influenzae b (Hib): No final dos anos 1980, era a principal causa de meningite bacteriana entre menores de cinco anos, acometendo uma em cada 200 crianças. Das que adoeciam, 25% sofreram danos cerebrais permanentes. Graças à vacinação, é pouco comum no país atualmente, mas pode voltar se as coberturas vacinais caírem.
  • Mycobacterium tuberculosis (bacilo de koch): A bactéria responsável pela tuberculose por vezes se instala em órgãos além do pulmão, como as meninges. O risco de meningite tuberculosa é maior em crianças pequenas e em pacientes imunodeprimidos. É considerada altamente letal.

Meningite Viral

A meningite viral pode ser transmitida de diversas maneiras a depender do vírus causador da doença.

No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa infectada, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus. Já os arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

Quais são os sintomas de meningite?

Antes de explicar os sintomas, acho importante salientar que a meningite é uma síndrome na qual, em geral, o quadro clínico é grave, por isso no momento em que achar que você ou alguém pode estar com sintomas de meningite deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Um médico pode determinar se você tem a doença, o tipo de meningite e o melhor tratamento.

No geral os sintomas da meninigite incluem  febre, dor de cabeça e rigidez de nuca. Muitas vezes há outros sintomas, como: mal-estar, náusea, vômito, aumento da sensibilidade à luz (fotofobia), confusão, sonolência ou dificuldade para acordar do sono.

Em recém-nascidos e bebês, alguns desses sintomas podem estar ausentes ou difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer abatido e não responder a estímulos. A moleira também pode ficar protuberante e pode apresentar reflexos anormais.

A meningite bacteriana é geralmente mais grave e os sintomas e com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves podem aparecer, como: convulsões, delírio, tremores e coma.

Como é feito o diagnóstico da meningite? 

Se o médico suspeita de meningite, ele solicita a coleta de amostras de sangue e do líquido da espinha, chamado de líquido cefalorraquidiano ou líquor.

A coleta do líquor é analisada de diferentes formas: primeiro é analisado o aspecto do líquor, que, normalmente é límpido e transparente. Quando há infecção, ele pode ficar mais turvo, o que visualmente já mostra um indicativo de uma possível meningite. 

Além disso, são realizados exames de cultura para detectar o agente que está causando a infecção. A identificação específica do agente é importante para o médico saber exatamente como deverá tratar a meningite.

Qual é o tratamento para meningite?

Após o diagnóstico de meningite bacteriana, o tratamento é realizado a partir da utilização de medicamentos antibióticos específicos, ministrados em ambiente hospitalar.

Pode ser necessário o isolamento respiratório para gotículas, com uso de máscara comum. 

No caso de meningite viral, o tratamento pode ou não ser realizado em hospital, depende da determinação médica. Além disso, repouso e cuidados gerais também são recomendados.

Como evitar a doença?

o que é meningite
Imagem: Andrey Popov on Canva

Para a meningite viral não há vacina, mas algumas medidas básicas podem ajudar nessa prevenção, como:

  • higienizar as mãos com frequência, 
  • não compartilhar itens como copos, talheres e escovas de dentes
  • higienizar corretamente alimentos que serão consumidos crus
  • evitar aglomerações;
  • manter os ambientes ventilados;
  • manter a higiene ambiental;

Já no caso das meningites bacterianas, que são mais severas, felizmente há vacinas! As vacinas que ajudam a prevenir a doença são: 

  • Vacinas combinadas à tríplice bacteriana (penta ou hexa)
  • Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)
  • Vacinas meningocócica C conjugada, meningocócica conjugada ACWY e meningocócica B
  • Vacina Hib (Haemophilus influenzae b)
  • Vacina BCG

Aqui no De Mãe em Mãe temos alguns posts explicando a importância e segurança das vacinas, e também explicando quais as diferenças entre as vacinas oferecidas pelo SUS e as particulares. Confira nos links abaixo: 

Importância das vacinas e calendário vacinal de 0 a 24 meses

Calendário de vacinas de 2 a 10 anos

Vacina para crianças: posto de saúde ou clínica particular?

Vacina BCG: saiba tudo sobre a vacina da marquinha

As vacinas são capazes de prevenir os responsáveis pela imensa maioria dos casos de meningites graves, por isso são tão importantes e necessárias!

De mãe em mãe, construiremos um novo maternar. 

Referências

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Perguntas e respostas sobre meningites. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas/perguntas-e-respostas/meningite. Acesso em: julho de 2022. 

Brasil. Ministério da Saúde. Meningite. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/meningite-1/meningite#:~:text=No%20Brasil%2C%20entre%20os%20anos,etiologia%20bacteriana%20(87.993%20casos). Acesso em: julho de 2022. 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais [recurso eletrônico], 2019. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_centros_imunobiologicos_

especiais_5ed.pdf> Acesso em: julho de 2022. 

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